
Neste domingo, 21 de
outubro, Bento XVI presidiu uma celebração eucarística durante a
qual foram canonizados sete beatos: Jacques Berthie, Pedro Calungsod,
Giovanni Battista Piamarta, Maria del Carmelo Salles y Barangueras,
Marianne Cope, Kateri Tekakwitha, Anna Schäffer.
Junto aos os milhares
peregrinos na Praça São Pedro, especialmente aqueles que vieram com
as delegações oficiais das terras de proveniência e de trabalho
dos beatos canonizados, o Papa pediu para que o testemunho dos novos
Santos, “possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão
possa reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o
Evangelho no mundo inteiro”
Neste domingo, 20, dia
em que se celebra o Dia Mundial das Missões, Bento XVI recordou as
palavras de Jesus relatadas pelo evangelista Marcos: “O Filho do
homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.
“A Igreja escuta
estas palavras com uma intensidade particular e reaviva a consciência
para o serviço ao homem e ao Evangelho”, afirmou.
Tendo em conta ainda o
Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e no início do Ano
da Fé, Bento XVI definiu “providenciais” essas canonizações,
pois elas nos reavivam a consciência de viver totalmente em um
perene estado de serviço ao homem e ao Evangelho.
“O Filho do homem
veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”. Para o
Papa, essas palavras de Jesus no Evangelho deste Domingo constituíram
o programa de vida dos sete novos santos.
Bento XVI afirmou ainda
que os sete beatos hoje canonizados tiveram sua vida constituída por
estas palavras. “Com coragem heróica eles consumiram a sua
existência na consagração total a Deus e no serviço generoso aos
irmãos. São filhos e filhas da Igreja, que escolheram a vereda do
serviço seguindo o Senhor”.
Bento XVI prosseguiu
fazendo um breve relato sobre a vida de cada um desses novos Santos.
O primeiro deles foi Jacques Berthie, nascido na França em 1838 que,
durante seu ministério paroquial, teve o desejo ardente de salvar
almas. O santo chegou afirmar que preferia morrer antes que renunciar
à sua fé.
Sobre Pedro Calungsod,
nascido nas Filipinas, o Papa afirmou que “O seu desejo de ganhar
almas para Cristo se sobrepunha a tudo, e isso o levou a aceitar
decididamente o martírio. Morreu no dia 2 de abril de 1672. Algumas
testemunhas contaram que Pedro poderia ter fugido para um lugar
seguro, mas escolheu permanecer ao lado do Padre Diego. O sacerdote,
antes de ser morto, pôde dar a absolvição a Pedro. Que o exemplo e
o testemunho corajoso de Pedro Calungsod inspire o dileto povo das
Filipinas a anunciar corajosamente o Reino e ganhar almas para Deus!”
Giovanni Battista
Piamarta, sacerdote da Diocese de Brescia, foi um grande apóstolo da
caridade e da juventude. “Percebia a necessidade de uma presença
cultural e social do catolicismo no mundo moderno, por isso se
dedicou ao progresso cristão, moral e profissional das novas
gerações, com a sua esplêndida humanidade e bondade”, afirmou o
Pontífice.
Sobre Santa Maria del
Carmelo Salles y Barangueras, religiosa nascida em Vic, Espanha, em
1848 o Papa disse que “vendo a sua esperança preenchida, após
muitas dificuldades, ao contemplar o progresso da Congregação das
Religiosas Concepcionistas Missionárias do Ensino, pôde cantar
junto com a Mãe de Deus: "Seu amor de geração em geração,
chega a todos que o respeitam". A sua obra educativa, confiada à
Virgem Imaculada, continua a dar frutos abundantes entre os jovens e
através da entrega generosa das suas filhas que, como ela, se
confiam ao Deus que pode tudo”.
Sobre Santa Marianne
Cope o Santo Padre recordou que ela abraçou voluntariamente o
chamado para cuidar dos leprosos no Havaí, o que era recusado por
muitos. “Em uma época em que pouco se podia fazer por aqueles que
sofriam dessa terrível doença, Marianne Cope demonstrou um imenso
amor, coragem e entusiasmo”, disse.
Kateri Tekakwitha,
conhecida como a “flor dos Mohawk”, foi batizada aos 20 anos de
idade, para escapar da perseguição, se refugiou na Missão São
Francisco Xavier, perto de Montreal. Ali ela trabalhou, fiel às
tradições culturais do seu povo, embora renunciando as convicções
religiosas deste, até a sua morte com 24 anos. Levando uma vida
simples, Kateri permaneceu fiel ao seu amor por Jesus, à oração e
à Missa diária. O seu maior desejo era saber e fazer aquilo que
agradava a Deus.
Sobre a nova Santa Anna
Schäffer, Bento XVI disse que ela quis entrar em uma congregação
missionária. “Fortalecida pela comunhão diária, tornou-se uma
intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de
Deus para as numerosas pessoas que procuravam conselho”.
“Queridos irmãos e
irmãs! Estes novos Santos, diferentes pela sua origem, língua,
nação e condição social, estão unidos com todo o Povo de Deus no
mistério de Salvação de Cristo, o Redentor. Junto a eles, também
nós aqui reunidos com os Padres sinodais, provenientes de todas as
partes do mundo, proclamamos, com as palavras do salmo, que o Senhor
é "o nosso auxílio e proteção", e pedimos: "sobre
nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós
esperamos". Que o testemunho dos novos Santos, a sua vida
oferecida generosamente por amor a Cristo, possa falar hoje a toda a
Igreja, e a sua intercessão possa reforçá-la e sustentá-la na sua
missão de anunciar o Evangelho no mundo inteiro”, concluiu o Papa.
- - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - -
por
ACI Digital